ZERO – O último algarismo a ser criado

A introdução do zero no sistema decimal foi um marco determinante no desenvolvimento de um sistema numérico em que o cálculo com números muito grandes e muito pequenos se tornou possível.
Sem a noção de zero os processos de modelação no comércio, na astronomia, na física, na química, na indústria e em muitas outras actividades, teriam sido impossíveis.
Vamos percorrer, de modo simplificado, o modo como surgiu a noção de zero tal como hoje a conhecemos.

Zero

No meu anterior artigo ‘Inúmeros Números’ prometi que viria a falar sobre o algarismo zero, vou cumprir.

Mas porquê falar do algarismo zero em particular? Bem, espero que a resposta venha a ficar clara no final deste artigo. Então, vamos!

Tenho a certeza que se alguém vos perguntar quais os factos que consideram mais relevantes para a evolução da Humanidade, as respostas, após alguma reflexão, apontarão seguramente para o domínio sobre o fogo e a invenção da roda, contudo vou atrever-me a acrescentar mais um: a criação do algarismo zero!

Descoberta do Fogo
Fogo
Roda
Roda

 

 

 

 

O novo algarismo zero
O novo algarismo zero

 

Até à criação do zero a Humanidade encontrava-se condicionada no modo de representar e contar quantidades. Basta pensar por exemplo na numeração romana onde o zero não está presente.

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A Placa perdida do tempo dos Descobrimentos, visita a não perder

A placa que encontrámos na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa.
Diz a placa que “A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março.” A frase é escrita por um dos heróis ligados à aventura dos descobrimentos.
Que quer isto dizer?

Descobrimos uma placa relacionada com a Aventura dos Descobrimentos na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa, mais uma visita a não perder:

“A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março”.

Sua Majestade o Rei estava distraído? Então não sabia que a partida das naus tinha sido naquela segunda feira? E de que ano?

Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo
Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo

Fomos indagar o significado desta mensagem.

É uma frase curta escrita por Pêro Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral quando do descobrimento da Terra Nova. A aventura dos descobrimentos.

A frase está na carta de Pêro Vaz para o Rei, dois meses após o início da viagem da armada de Cabral. Carta feita “Deste Porto Seguro, de vossa ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.”

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Locais a visitar, Palácio dos Condes de Óbidos em Lisboa

Um dos locais a visitar em Lisboa, é o Palácio dos Condes de Óbidos. Painéis de azulejo, lustres de cristal e uma biblioteca deslumbrantes. Uma visão magnífica sobre a Gare Marítima de Óbidos. Actualmente é sede da Cruz Vermelha Portuguesa. Um dos sítios lindos de Lisboa e que merece a sua visita. Local a não perder em Lisboa.

Ao planear os nossos passeios em Portugal, procurámos por locais a visitar em Lisboa, pontos de interesse que não estivessem nas rotas ditas normais.

Um dos locais a visitar, o Palácio dos Condes de Óbidos, é um Palácio pouco conhecido que é preciso saber encontrar. Em frente à Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos.

Foi construído no século XVII e passa para a Cruz Vermelha Portuguesa em 1919.

Da Rocha Conde de Óbidos, avista-se o Palácio.

Visita a não perder. Palácio dos Conde de Óbidos vista da Gare Maritima. Actual Palácio da Cruz Vermelha.
Palácio dos Conde de Óbidos vista da Gare Maritima

Conde de Óbidos foi um título nobiliárquico atribuido pelo Rei D. Filipe III a D. Vasco Mascarenhas, que fora Vice-Rei da India e do Brasil.

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