Estrutura do Plano de Negócios Simplificado a 5 anos

Estrutura do Plano de Negócios Simplificado

Na sequência dos artigos anteriores vamos, agora, configurar a estrutura do plano de negócios simplificado, a um horizonte de 5 anos. Planeado o que consideramos o ano de cruzeiro do negócio, temos de ajustar o plano à nossa visão de médio prazo. Por um lado, o negócio pode não se iniciar em 1 de Janeiro e, por outro, nos primeiros meses podemos esperar uma atividade mais reduzida que terá de se reflectir no plano de negócios simplificado.

Vendas no 1º ano de atividade

No primeiro ano de atividade, em regime de cruzeiro, como dissemos, estimamos as vendas do ano como sendo de 143.493€.

Receitas Ano Cruzeio
Receitas no Ano de Cruzeio

Vamos, então, admitir que a atividade começa em Junho e portanto o 1º ano só terá 7 meses de atividade, de Junho a Dezembro.

Assim, chegamos a este cenário:

Receitas Ano de Arranque
Receitas Ano de Arranque

Ou seja, no ano de arranque, prevemos uma faturação de 45.853€ e, no ano de plena atividade, de 143.493€. Um grande crescimento, embora a evolução das vendas no primeiro ano suba muito desde Junho com uma faturação de 5.086€ até Dezembro com o valor de 11.000€.

O ano seguinte, de atividade plena, tem uma média mensal de 11.957,75€, portanto mais próxima da do final do ano de arranque.

Plano de Vendas a 5 anos

Finalmente e prevendo também um crescimento anual de 2%, temos o plano de vendas a 5 anos com a seguinte evolução:

Plano de vendas a 5 anos
Plano de vendas a 5 anos

Para a confeção destes pratos e serviços, temos de considerar os custos variáveis, relativos às matérias primas que necessitamos para o fabrico e produção de cada um deles.

Estrutura dos Custos Variáveis

Na estrutura do plano de negócios simplificado, consideramos estes custos como sendo uma percentagem sobre o preço de venda:

Custos Variáveis
Custos Variáveis

Encargos com Pessoal

Pressupomos aumentos salariais para o período de 5 anos e, com mais este parâmetro, os encargos com pessoal são calculados e planeados assim:

Plano de custos com pessoal
Plano de custos com pessoal

Plano de Investimentos

Na estrutura do plano de negócios, vamos admitir um fundo de maneio de 2 meses, considerando que o 1º ano de atividade só tem 7 meses:

Investimento Necessário
Investimento Necessário

Fornecimentos e Serviços Externos

Na nossa estrutura do plano de negócios simplificado, consideramos um aumento destes custos de 2% para os anos subsequentes:

Fornecimentos e serviços externos
Fornecimentos e serviços externos

Financiamento do Projecto

Para o financiamento vamos admitir que além do Capital Social, o capital necessário será com recurso a empréstimos dos sócios (suprimentos).

Origem do Financiamento
Origem do Financiamento

Estrutura do Plano de Negócios Simplificado a 5 anos

Estrutura do Plano de Negócios Simplificado com DR
Resultados de Exploração e Resultados Líquidos

Aqui chegados, podemos fazer uma avaliação económica e financeira do projeto.

Avaliação do Plano de Negócios Simplificado

Assim, na estrutura do plano de negócios, o Resultado de Exploração no ano de arranque é negativo, mas os restantes 4 anos são positivos e o resultado acumulado é, também, positivo.

Na avaliação económica usam-se receitas e despesas que são direitos de reber e de pagar, respetivamente.

Na análise financeira usam-se os recebimentos e pagamentos que são movimentos de dinheiro, isto é, fluxos financeiros ou “Cash Flows” em inglês.

Por isso, a avaliação financeira tem de ser feita considerando os fluxos financeiros da empresa ao longo dos 5 anos.

Para calcular o cash flow, deduz-se a amortização em cada ano, do respetivo resultado líquido. No 1ª ano ao resultado liquido retira-se também o valor do fundo de maneio.

O cash flow é neste caso o seguinte:

Avaliação do Projeto
Avaliação do Projeto

A taxa interna de rentabilidade – TIR (em inglês Internal Rate of Return) é de 54% ou seja, o capital investido será remunerado com esta taxa.

Para este cálculo, o Excel tem uma fórmula que ajuda a calcular.

O “payback” ronda os 2 anos e meio, momento em que o cash flow acumulado passa a ser positivo. Isto é, o investimento é totalmente recuperado, ao fim deste período.


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