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ESG – Governança Ambiental, Social e Corporativa

O conceito de Governança Ambiental, Social e Corporativa (GASC) na designação inglesa Environmental, Social and Corporate Governance – ESG, refere-se à forma como as empresas gerem os seus impactos ambientais, sociais e de liderança ou governança corporativa, bem como os riscos e oportunidades associados a estas questões. O ESG e os seus fatores pode ser aplicado ao meio empresarial, pois pode contribuir para melhorar a reputação, a competitividade, a inovação, a eficiência e promover a sustentabilidade das organizações. Além disso o ESG, em particular em Portugal, pode atrair investidores, clientes, parceiros e talentos que valorizem boas práticas nesses domínios.

Tempo estimado de leitura: 7 minutes

Os pilares Ambiental, Social e Governança

Os três pilares, ambiente, social e governança são essenciais para avaliar o desempenho sustentável das organizações e a sua capacidade de criar valor a longo prazo para os seus “stakeholders”.

– Dimensão Ambiental: respeita à forma como as empresas lidam com os recursos naturais, a emissão de gases de efeito de estufa, a gestão de resíduos, a biodiversidade, transição energética e as mudanças climáticas. As empresas que adotam uma estratégia ambiental responsável podem reduzir os seus custos operacionais, mitigar os riscos regulatórios e legais e criar valor para os seus “stakeholders”.

– Dimensão Social: é relativa ao modo como as empresas tratam os seus colaboradores, fornecedores, clientes, comunidades e sociedade em geral. As empresas que adotam uma postura social responsável podem melhorar a sua produtividade, qualidade, segurança, diversidade, inclusão e satisfação dos seus públicos internos e externos.

– Dimensão da Governança Corporativa: traduz a forma como as empresas são geridas, incluindo a sua estratégia, visão, missão, valores, ética, transparência, lobbying, corrupção, respeito pelos Direitos Humanos, prestação de contas e relacionamento com os acionistas. As empresas que adotam uma postura corporativa responsável fortalecem uma liderança independente para tomar decisões globalmente sustentáveis.

Benefícios para as Empresas na adoção do ESG

A aplicação das práticas de sustentabilidade do ESG no meio empresarial pode trazer grandes benefícios, tais como:

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– Melhorar a reputação e a confiança dos clientes, investidores, fornecedores, colaboradores e comunidade;

– Reduzir os riscos operacionais, financeiros, legais e regulatórios;

– Aumentar a eficiência e a inovação, através da otimização dos recursos, da redução dos desperdícios e da adoção de soluções mais sustentáveis;

– Atrair e reter talentos, promovendo uma cultura de responsabilidade social, diversidade e inclusão;

– Contribuir para o desenvolvimento socioeconómico e ambiental dos territórios onde operam.

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Vantagens para investidores na adoção do ESG

O ESG também traz vantagens para os investidores, que procuram aliar o retorno financeiro ao impacto positivo na sociedade e no ambiente.

Assim, os investidores podem beneficiar dos fatores do ESG e:

– Aumentar a rentabilidade dos seus investimentos, ao selecionar as empresas mais eficientes e inovadoras nos temas ESG.

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– Reduzir o risco dos seus investimentos, ao evitar as empresas mais expostas aos desafios ambientais, sociais e de governança.

– Contribuir para o desenvolvimento sustentável, ao apoiar as empresas que geram valor partilhado para os seus stakeholders.

– Melhorar a sua reputação, ao demonstrar o seu compromisso com o ESG perante os seus clientes, parceiros e reguladores.

Os pilares do Índice ESG Governança Ambiental Social e Governança
Os pilares do Índice ESG Governança Ambiental Social e Governança

Situação em Portugal

Em Portugal este conceito ESG e os seus fatores está a ser implementado de forma progressiva por empresas de diferentes setores e dimensões. Existem vários exemplos de iniciativas e projetos que demonstram o compromisso das empresas portuguesas com o ESG, tais como:

– A adesão ao Pacto Global das Nações Unidas, que é a maior iniciativa de sustentabilidade empresarial do Mundo, e que promove dez princípios universais nas áreas dos direitos humanos, trabalho, ambiente e anticorrupção.

– A participação da Euronext Lisbon, que é um índice bolsista que distingue as empresas que se destacam nas práticas de sustentabilidade.

– A publicação de relatórios de sustentabilidade ou relatórios integrados, que são documentos que divulgam o desempenho económico, ambiental e social das empresas e os seus impactos nos “stakeholders”.

– A implementação de sistemas de gestão ambiental (ISO 14001), responsabilidade social (SA 8000) ou de qualidade (ISO 9001) normas internacionais que estabelecem requisitos para as empresas melhorarem continuamente os seus processos e resultados, em cada uma dessas áreas.

– A realização de auditorias externas independentes ou certificações que comprovem o cumprimento dos critérios ESG por parte das empresas.

Exemplos de Iniciativas ESG em Portugal

Alguns exemplos de iniciativas que visam promover o ESG em Portugal são:

– A Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável 2030, que define as prioridades e os objetivos nacionais para a implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas;

– O Plano de Recuperação e Resiliência, que prevê um conjunto de investimentos e reformas estruturais alinhados com as transições climática e digital;

– O Pacto Português para os Plásticos, que reúne mais de 100 entidades comprometidas com a economia circular dos plásticos;

– O Compromisso Lisboa Capital Verde Europeia 2020, que mobiliza mais de 200 parceiros para tornar Lisboa uma cidade mais verde, resiliente e inclusiva;

– O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que reconhece as empresas cotadas na bolsa portuguesa que se destacam nas práticas de ESG.

Segundo o Guia para apoiar as empresas a reportar os parâmetros e fatores ESG, publicado pelo BCSD Portugal e utilizados pela MSCI, existem 1.016 indicadores, distribuídos por 37 temas ESG, dos quais 96 são de governança. Abrangem, igualmente, questões como emissão de gases de efeito estufa, consumo de água, diversidade e inclusão, direitos humanos, ética e integridade, entre outros.

Empresas que reportam o ESG em Portugal

Alguns exemplos de empresas que já reportam os seus indicadores:

– PwC Portugal: A consultora oferece uma equipa multidisciplinar para ajudar os clientes na implementação de uma estratégia alinhada com os objetivos do ESG, nas áreas de estratégia, gestão de riscos, sustentabilidade e alterações climáticas. A PwC conta com uma visão holística e multiangular dos desafios e oportunidades do ESG e apoia as organizações na avaliação, definição e transformação dos seus modelos de negócio.

– EDP: A empresa de energia elétrica tem uma forte aposta nas energias renováveis, na eficiência energética e na mobilidade elétrica. A EDP tem como meta reduzir em 90% as emissões específicas de CO2 até 2030 e alcançar a neutralidade carbónica até 2050. A empresa também investe na inovação social, apoiando projetos que promovem o acesso à energia, a educação, a saúde e o empreendedorismo nas comunidades onde atua.

– Jerónimo Martins: O grupo retalhista tem como compromisso contribuir para a saúde e bem-estar das pessoas, para a proteção do ambiente e para o desenvolvimento das comunidades envolventes. A Jerónimo Martins tem como objetivos reduzir em 30% o desperdício alimentar e em 40% as emissões de gases com efeito de estufa até 2025. A empresa também promove a diversidade e a inclusão, a formação e o desenvolvimento dos seus colaboradores e o apoio a causas sociais.

A Euronext acaba de se assumir como a primeira bolsa de valores a disponibilizar dados ESG das empresas cotadas onde se inclui as portuguesas do Índice PSI. Tem como objetivo incentivar as boas práticas das empresas e atrair investidores que se preocupam com o impacto social e ambiental dos seus investimentos.

Outro exemplo é o ranking das 1000 Maiores Empresas do Expresso, que inclui um indicador ESG baseado na informação disponibilizada pelas próprias empresas. Segundo este ranking, apenas 15% das 1000 maiores empresas portuguesas reportam os seus indicadores ESG.

Outra boa referência é o ranking da Merco – Monitor Empresarial de Reputação Corporativa.

Conclusão

Estes dados sugerem que ainda há um longo caminho a percorrer para que as empresas portuguesas adotem o conceito ESG e implementem os diversos fatores de forma mais ampla e transparente.

Segundo o estudo da Manpower Group, 94% das empresas portuguesas carecem de talento para prosseguir os objetivos duma estratégia de ESG.

No entanto, também já se conhecem exemplos inspiradores e boas práticas que podem servir de referência para outras empresas que queiram seguir esta tendência.

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