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As Necessidades de Financiamento e 7 Formas de Financiamento

Necessidades de Financiamento

A criação de uma empresa pressupõe que foi feita, além da avaliação económica, a análise financeira do negócio. Nesta análise financeira entram em consideração as necessidades de financiamento do projeto e previstas no plano de negócio. Ainda, a disponibilidade de capital que temos e como podemos encontrar outras formas de financiamento do projeto.

É o que vamos apresentar.

Tempo de leitura: 5 minutes

Planeamento Financeiro

O plano de negócio permite saber quais as necessidades de financiamento da empresa.

É, também, muito importante que tenham sido feitas simulações prevendo várias situações, mais ou menos difíceis, que o negócio poderá encontrar.

O cenário mais desfavorável deve ser considerado para não haver surpresas após o arranque do negócio. É possível que as vendas, inicialmente, ocorram abaixo do esperado ou existam incidentes de vária ordem que possam fazer aumentar os custos e que não foram considerados.

Necessidades Financeiras

Temos de garantir que, mesmo em situações difíceis, a empresa dispõe da capacidade financeira para arrancar e adquirir todo o equipamento e matérias primas necessárias. 

É, também, fundamental planear qual o fundo de maneio que devemos ter para fazer face aos primeiros tempos do arranque do negócio.

Quanto deverá ser a folga de tesouraria se o negócio não evoluir tão rápido como gostaríamos e poder continuar a garantir os pagamentos de salários, bem como aos fornecedores dos serviços.

Sete Alternativas de Formas de Financiamento

Vejamos algumas das possibilidades mais vulgares que o mercado oferece como formas de financiamento para preencher as necessidades financeiras da empresa.

Crowdfunding de Capital

Também chamado de Equity Crowdfunding é um processo de financiamento coletivo, através de plataformas online.

As empresas podem ser financiadas em capital por vários investidores que acreditem no projeto. Estes investidores passam a ser remunerados no capital que investiram, através da distribuição de dividendos e da partilha dos lucros.

Prestações suplementares

Para satisfazer as necessidades de financiamento, uma parte é o que disponibilizamos como capital social da empresa e, outra parte, pode ser realizada por empréstimos dos sócios se tiverem alguma poupança, para suportar os custos de funcionamento da empresa durante alguns meses.

Se não for o caso teremos, então, de recorrer a outras formas de financiamento, como sejam os empréstimos junto de instituições de crédito ou mesmo junto de familiares e amigos.

Empréstimos Bancários

O empréstimo bancário é a fonte de financiamento mais vulgar para cobrir as necessidades de financiamento da empresa.

Os empréstimos de curto prazo, por exemplo de um ano, destinam-se a suprir uma necessidade pontual e não continuada de tesouraria. Por exemplo, haver clientes com créditos em atraso e o fundo de maneio já não ser suficiente para garantir os pagamentos que temos em carteira.

Ao invés, um investimento em ativos fixos tangíveis (edifícios, equipamentos) e intangíveis (software, patentes, direitos autorais, direitos de comercialização, fórmulas, projetos, protótipos) deve ser financiado com empréstimo de médio longo prazo, conforme a vida útil do ativo.

Encontrar o produto que melhor se adeque à sua necessidade vai traduzir-se no custo total desse crédito e que está associado à taxa anual de encargos (TAE).

É fundamental ter um plano de negócio bem delineado e com toda a informação possível, para que a Instituição Bancária possa analisar o risco de crédito.

A Instituição tem de avaliar a capacidade da empresa em poder honrar os seus compromissos. Se entender que o risco é elevado pode exigir outras garantias para conceder o crédito.

As empresas já em funcionamento têm a vida mais facilitada porque têm um histórico da atividade, o que faz aumentar a confiança na decisão da concessão do crédito.

Microcrédito

O microcrédito é uma forma de apoiar o empreendedorismo e para a criação do próprio emprego, no âmbito da economia social.

Esta pode ser uma hipótese a considerar se o empreendedor não puder obter empréstimo bancário por ter uma reduzida capacidade de financiamento.

A Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) é a entidade que coordena este Programa Nacional de Microcrédito.

Crowdlending

É uma modalidade de financiamento colaborativo (crowdfunding) onde um conjunto de investidores e aforradores financiam uma empresa, através de uma plataforma online que faz a intermediação desse empréstimo, fazendo a avaliação do risco dessa operação de crédito.

Leasing

O leasing ou locação é uma alternativa ao empréstimo.

Trata-se de um contrato em que a empresa (locatário) paga uma renda mensal ao locador para utilizar determinado ativo que este lhe disponibiliza. No final do contrato pode haver uma opção para a compra desse ativo, por um valor residual.

A renda de cada contrato inclui, além da amortização do bem locado, os custos e a margem de lucro da sociedade que faz a locação.

Depende da modalidade e do parceiro escolhido para o leasing, o período e o valor da renda, bem como valor da opção de compra.

Tratando-se de uma renda, deixa de ser uma dívida, mas um custo.

Factoring

Com esta ferramenta de factoring pode antecipar pagamentos de faturas ajudando a situação da Tesouraria.

É uma solução disponível em Instituições Bancárias. Estas compram uma determinada fatura resultante da venda de produtos ou serviços e aplicam um desconto que é a sua comissão. Entregam-lhe o valor que for acordado e passa a ser a Instituição que faz a cobrança ao cliente, no prazo declarado para pagamento da fatura.

Não é um crédito. É um processo que tem em conta a possibilidade desse cliente pagar.

Se esse adiantamento, descontado do valor que a Instituição cobra, não causar outro tipo de problema, pode ser uma forma de aliviar uma situação pontual na Tesouraria.

Há Instituições que têm um simulador online como é o caso do “Factoring on Time” do Millenium BCP.

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