Ruinas Villa Romana de São Cucufate; Credito Carole Raddato, CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons

Villa Romana de São Cucufate, Descubra os Segredos

As ruínas da Villa Romana de São Cucufate são um dos mais importantes vestígios da civilização romana em Portugal. Localizadas na aldeia de Vila de Frades, no concelho da Vidigueira, estas ruínas revelam a história de um complexo agrícola e residencial que remonta ao século I d.C. e habitado até ao século XVIII.

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Neste artigo vamos explorar o que foi encontrado nas escavações arqueológicas e como viviam as pessoas que ocuparam este lugar, ao longo dos séculos.

Vamos, também, descobrir porque se chama de São Cucufate e como pode visitar este monumento nacional.

O que foi encontrado nas ruínas da Villa Romana de São Cucufate

As ruínas romanas de São Cucufate correspondem a uma “villa” romana, ou seja, uma grande propriedade rural que servia para a exploração agrícola e para a residência do seu proprietário.

A “villa” era composta por duas partes principais:

  • a “pars rustica”, onde se situavam as estruturas produtivas como armazéns, lagares, olaria e alojamentos para os trabalhadores;
  • a “pars urbana”, onde se localizava a casa senhorial com salas, quartos, termas e um templo.

A “villa” de São Cucufate é considerada a maior em Portugal e um exemplar único no país, pela sua arquitetura singular com a tipologia de uma “villa áulica”, uma casa senhorial que se destaca pela sua verticalidade e monumentalidade.

Ao contrário das “villas” romanas típicas, que se organizavam em torno de pátios interiores (peristilos), esta “villa” apresenta uma disposição vertical, com dois pisos.

O piso térreo era ocupado pela “pars rustica” e o primeiro andar pela “pars urbana”, o qual tinha grandes varandas ao longo das fachadas.

O acesso ao primeiro andar era feito por uma escada estreita e íngreme.

A “villa” teve três fases de construção: a primeira do século I d.C., quando foi fundada; a segunda do século III d.C., quando foi ampliada e remodelada; e a terceira do século IV d.C., quando foi decorada com mosaicos e pinturas murais.

Villa Romana de São Cucufate, Vidigueira, Portugal; Crédito: Reconstrução baseada emn G. Charpentier, com permissão do artista César Figueiredo via ResearchGate
Villa Romana de São Cucufate, Crédito: Reconstrução baseada emn G. Charpentier, com permissão do artista César Figueiredo via ResearchGate

A ocupação romana do local prolongou-se até aos séculos V-VI d.C., quando o Império Romano entrou em declínio e foi invadido por povos bárbaros. Ainda assim, este local foi abandonado, mas continuou a ser habitado durante a época visigótica e islâmica.

O antigo templo romano foi transformado numa basílica paleocristã e, posteriormente, em duas igrejas dedicadas a São Cucufate, um santo mártir do século III.

A primeira igreja foi construída entre os séculos IX-X, durante a ocupação muçulmana, e a segunda igreja foi erguida no século XIII, após a reconquista cristã.

A segunda igreja esteve em funcionamento até ao século XVIII e conserva, ainda, alguns elementos arquitetónicos romanos.


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Como viviam as pessoas na época romana

As pessoas que viviam na “villa” de São Cucufate pertenciam a duas classes sociais distintas: o proprietário da “villa” e os seus familiares, que eram cidadãos romanos com direitos políticos e jurídicos; e os trabalhadores da “villa”, que eram servos ou escravos sem qualquer direito ou liberdade.

O proprietário da “villa” era um homem rico e poderoso, que se dedicava à gestão da sua propriedade e aos negócios relacionados com a produção agrícola.

A sua principal fonte de rendimento era o vinho, que era produzido nos lagares da “villa” e exportado para outras regiões do império.

O proprietário também se interessava pela cultura e pela religião romanas, como se pode ver pelo templo dedicado a uma divindade desconhecida que existia na sua casa.

Villa romana de São Cucufate, Frescos de S. Francisco de Assis S. Bento; Crédito: Bextrel, CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons
Villa Romana de São Cucufate, Frescos de S. Francisco de Assis e S. Bento; Crédito: Bextrel, CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Os trabalhadores da “villa” eram responsáveis por todas as tarefas agrícolas e domésticas.

Cultivavam cereais, frutas, legumes e oliveiras, cuidavam dos animais, fabricavam cerâmica, armazenavam os produtos e serviam o proprietário e os seus convidados.

Viviam em condições precárias, em pequenas habitações junto à “pars rustica” ou nos próprios armazéns.

Sendo servos ou escravos, não tinham acesso às termas nem ao templo da “villa”.

Porque se chama de São Cucufate

O nome de São Cucufate vem de um santo cristão que pregou o cristianismo na Catalunha no século III d.C. e onde terá sido martirizado e se crê que tenha sido executado na atual Sant Cugat del Vallès na região de Barcelona na Catalunha.

Segundo a tradição, o seu corpo foi trazido para Portugal por dois monges chamados Paulo e Secundino, que o sepultaram numa gruta perto da “villa” romana.

No século V d.C., com o fim do império romano e as invasões bárbaras da Península Ibérica, a “villa” foi abandonada pelos seus proprietários e ocupada por uma comunidade cristã.

O antigo templo romano foi transformado numa basílica paleocristã, onde se venerava o corpo de São Cucufate.

Nos séculos seguintes, a “villa” foi ocupada por dois mosteiros cristãos dedicados a São Cucufate, fundados em épocas diferentes e com igrejas construídas em locais diferentes dentro das ruínas.

Frescos de São Cucufate; Crédito: Guy MOLL, Faro, Portugal, CC BY 2.0 , via Wikimedia Commons
Frescos de São Cucufate; Crédito: Guy MOLL, CC BY 2.0 , via Wikimedia Commons

Como visitar as ruínas romanas de São Cucufate

As ruínas romanas de São Cucufate estão abertas ao público todos os dias.

A entrada inclui uma visita guiada pelo sítio arqueológico e pelo núcleo museológico, onde se podem ver objetos encontrados nas escavações, como cerâmicas, moedas, mosaicos e pinturas.

As ruínas romanas de São Cucufate foram classificadas como Monumento Nacional em 1947 e são um lugar fascinante para quem gosta de História e de Arqueologia.

Aqui pode-se viajar no tempo e conhecer o modo de vida dos que habitaram este lugar, ao longo dos séculos.

No final, pode também aproveitar para desfrutar da paisagem alentejana e da gastronomia local, que conta com o famoso vinho da Vidigueira.

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