Castelo Velho de Freixo de Numão Credito Duca696 via Wikimedia Commons

Ruínas do Prazo em Freixo do Numão

Se gosta de arqueologia e história, não deixe de visitar as Ruínas do Prazo, localizadas em Freixo de Numão, no distrito da Guarda. Estas ruínas são um dos mais interessantes e bem preservados exemplos de uma vila romana que existiu entre o século I e o início do século V d.C. Mas não é só isso: neste lugar também há vestígios de outras civilizações que habitaram a região desde os períodos paleolítico, mesolítico e neolítico até à idade média.

Vamos contar-lhe tudo o que pode encontrar nas Ruínas do Prazo e como chegar a este destino, que vale a pena conhecer.

Tempo estimado de leitura: 6 minutes

O que são as Ruínas do Prazo?

As Ruínas do Prazo são uma estação arqueológica que ocupa uma área de cerca de 10 hectares, na qual se podem observar os restos de uma vila romana que foi construída aproveitando um povoado pré-histórico.

Era uma propriedade rural que se dedicava à agricultura e pecuária.

A vila era composta por várias estruturas, como uma basílica paleocristã, uma zona balnear, uma casa senhorial, um castelo velho e várias sepulturas. Além disso, há diversas evidências de cultos religiosos dedicados a divindades como Juno, Júpiter, Lares, Breaegui e Turocicis.

As ruínas foram descobertas em 1986 por um grupo de arqueólogos liderados por António Valério Coelho, que iniciou as escavações e os estudos, que continuam até hoje. As ruínas estão classificadas como Imóvel de Interesse Público desde 1990 e fazem parte da Rede Europeia de Sítios Arqueológicos.

Ruinas do Prazo; Crédito: Vitor Oliveira; CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons
Ruinas do Prazo; Crédito: Vitor Oliveira; CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons

O que pode ver nas Ruínas do Prazo?

Nas Ruínas do Prazo, pode fazer uma viagem no tempo e admirar os vestígios de diferentes épocas e culturas que deixaram a sua marca neste lugar. Aqui estão alguns dos pontos de interesse que pode apreciar:

– A basílica paleocristã, que foi construída no século IV d.C. sobre uma antiga necrópole romana e funcionou como igreja até ao século XIII. No século XV foi reabilitada como casa de campo e ainda conserva alguns elementos arquitetónicos originais.

– As 22 sepulturas, as quais contêm ossadas de diferentes épocas, desde o período romano até ao medieval. Algumas delas são antropomórficas, ou seja, têm a forma do corpo humano, e outras são sarcófagos de pedra ou tijolo. Há, igualmente, sepulturas escavadas na rocha ou cobertas por lajes.

– A estela antropomórfica, uma pedra esculpida com a forma de um homem com os braços abertos e uma espada na cintura. Esta estela pode datar do neolítico ou da idade do bronze e representa, provavelmente, um guerreiro ou um chefe tribal.

– O grande menir, uma pedra vertical com cerca de 4 metros de altura e 1 metro de diâmetro. Este menir pode ter sido usado como marcador territorial ou como monumento funerário e pode ter origem no neolítico ou na idade do bronze. Bem diferente do que vemos no Cromeleque dos Almendres em Évora.

– A casa senhorial, residência do então proprietário da vila romana, com várias divisões. A casa tinha também um sistema de aquecimento por hipocausto (sistema de aquecimento em que o ar é aquecido numa fornalha e circula sob o pavimento e, através de tijolos perfurados, colocados no interior das paredes) e estava decorada com mosaicos policromos e pinturas murais. Algumas características que também se podem ver nas Ruínas de Milreu em Estói no Algarve.

– A zona balnear, composta por várias salas destinadas ao banho e ao relaxamento dos habitantes da vila romana. Havia salas com água fria (frigidarium), água morna (tepidarium) e água quente (caldarium), além de um laconicum (sauna) e uma palestra (ginásio). A zona balnear tinha também um sistema de aquecimento por hipocausto e estava ornamentada com mosaicos e estuques.

Zona balnear Credito Ana Felipe SIPA
Zona balnear; Crédito: Ana Felipe, SIPA

– O Castelo Velho, um povoado fortificado que existiu entre os séculos III e II a.C., durante as idades do cobre e do bronze. O castelo tinha uma muralha dupla, uma torre, uma cisterna e várias casas circulares. Do alto do castelo pode desfrutar-se de uma vista panorâmica sobre a paisagem envolvente.


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Castelo Velho de Freixo de Numão Credito Cultura Norte
Castelo Velho de Freixo de Numão; Crédito: Cultura Norte

Como chegar às Ruínas do Prazo?

As Ruínas do Prazo estão situadas na localidade de Prazo, a cerca de 3 km da freguesia de Freixo de Numão, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.

As ruínas estão abertas ao público, no entanto, recomenda-se que faça uma visita guiada e marcada com antecedência no Museu da Casa Grande, em Freixo de Numão, que possibilita um melhor conhecimento dos detalhes históricos.

O que se pode fazer em Freixo de Numão?

Além das Ruínas do Prazo há muito mais para ver e fazer em Freixo de Numão, bem como na sua área circundante. Aqui estão algumas sugestões:

– Visitar o Museu da Casa Grande, que está instalado num solar barroco do século XVIII e que alberga coleções de arqueologia e etnologia. No quintal do Museu, pode ver as ruínas romanas, medievais e modernas, que foram sendo encontradas no local. Planeie a sua visita ao Museu da Casa Grande.

– Explorar a Reserva Florística da Mela, uma área protegida que abrange cerca de 100 hectares e conta com uma grande diversidade de flora e fauna. Aqui pode encontrar espécies raras e endémicas, como o narciso-das-neves, o lírio-de-são-josé, o buxo, o sobreiro. A reserva tem vários percursos pedestres sinalizados, que permitem apreciar a beleza natural do lugar, no qual pode, também, encontrar javalis.

– Admirar o Forno-Anta da Colodreia, um monumento megalítico que consiste numa câmara funerária coberta por uma grande laje de granito. O Forno-Anta data do neolítico ou da idade do cobre e está associado a rituais de inumação coletiva, estando localizado na aldeia da Colodreia, a cerca de 4 km de Freixo de Numão.

– Refrescar-se nas cascatas de água do Pontão das Três Bocas, as três quedas de água que se formam no rio Sabor, junto à ponte romana do mesmo nome. As cascatas são um local ideal para se banhar nos dias quentes de verão, rodeado pela natureza. As cascatas estão situadas a cerca de 5 km de Freixo de Numão.

Conclusão

As Ruínas do Prazo são um tesouro arqueológico que revela a riqueza histórica e cultural de Freixo de Numão e da região da Beira Alta.

Neste lugar pode viajar no tempo e descobrir os vestígios de uma antiga vila romana e de outras civilizações, que habitaram esta zona ao longo dos séculos.

Além disso, pode também desfrutar da beleza natural da paisagem envolvente, que oferece vários pontos de interesse para os amantes da natureza.

Aproveite também para saborear a boa comida e o vinho da região e o prazer de conviver com a sua boa gente!

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