Mosteiro de São Vicente de Fora

Mosteiro de São Vicente de Fora Panteão dos Braganças

O Mosteiro de São Vicente de Fora tem uma história única que merece ser contada. É a maior obra do período em que Portugal esteve sob o domínio de Espanha, entre 1580 e 1640. Quais as razões que levaram o monarca Filipe II de Espanha, I de Portugal, a erguer neste local uma Igreja de arquitetura monumental? Criar um ambiente propício ao novo ciclo político da sua governação? Fazer esquecer o local onde D. Afonso Henriques tinha erguido um mosteiro em agradecimento pela conquista de Lisboa em 1147? É este simbolismo que leva D. João IV, o primeiro Rei a seguir à Restauração da Independência, a querer ficar aqui sepultado, no Panteão dos Braganças.

Vista aérea Mosteiro de São Vicente de Fora
Vista aérea, Mosteiro de São Vicente de Fora; Fonte-SIPA

Mosteiro de São Vicente de Fora

Ao sitiar Lisboa em 1147, D. Afonso Heniques fez votos de construir dois mosteiros, caso saisse triunfante desta peleja. Os dois mosteiros seriam construidos junto aos cemitérios destinados a sepultar os combatentes. Uma das Igrejas foi erguida junto ao cemitério dos teutónicos em 1148, sob invocação de São Vicente.

Conquista de Lisboa D. Afonso Henriques
Azulejo, Conquista de Lisboa, D. Afonso Henriques

Outra Igreja foi construida junto ao cemitério dos Ingleses, onde hoje é a Sé de Lisboa.

O Mosteiro de São Vicente de Fora foi, desde o início, habitado pelos frades Agostinianos. Santo António também pertenceu a esta Ordem.

Santo António de Lisboa Convento de São Vicente de Fora
Santo António de Lisboa no Mosteiro de São Vicente de Fora

São Vicente o Padroeiro de Lisboa

Muitas vezes se pensa que o Padroeiro de Lisboa é Santo António, dadas as festividades associadas a este Santo e a devoção que lhe dedica o povo de Lisboa. Porém, o Padroeiro de Lisboa é São Vicente.

O culto a São Vicente é mais antigo do que a nossa nacionalidade.

Vicente teria sido diácono em Saragoça. Na sequência de vários decretos dos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, que intentavam reprimir o culto cristão por todo o império, Vicente foi preso por um governador romano.

Recusando-se a revelar o local dos livros de culto foi levado para Valência, torturado, acabando por falecer em 22 de janeiro do ano de 304.

A imagem de São Vicente, é representado com uma barca e dois corvos.

Estátua de São Vicente de Fora
Estátua de São Vicente de Fora

De acordo com a tradição, quando em 1173 D. Afonso Henriques ordenou que as relíquias de São Vicente fossem trazidas do Algarve para uma Igreja fora das muralhas de Lisboa, dois corvos velaram o corpo do Santo, acompanhando a barca durante a viagem.

E, como as relíquias foram colocadas numa Igreja fora de Lisboa, ficou conhecido por São Vicente de Fora.

A construção da Igreja de São Vicente de Fora

Construida entre 1590 e 1627, pela mão do arquiteto também criador do Escorial em Madrid, o seu objetivo era criar um novo paradigma dinástico e eliminar a pegada histórica iniciada por Afonso Henriques.

Assim, o antigo Mosteiro foi destruido, para dar lugar a esta nova construção. Praticamente só restou a antiga cisterna, ainda a funcionar e visitável.

O Panteão dos Braganças

Foi D. Fernando de Saxe-Coburgo que mandou transformar o antigo refeitório do Mosteiro de São Vicente de Fora, no Panteão da Dinastia de Bragança. Para aqui foram transferidos os túmulos que se encontravam junto da capela-mor.

Estão ali sepultados os Reis da Dinastia de Bragança, exceptuando D. Pedro IV, Rei de Portugal e Imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I.

D. Pedro IV de Portugal está sepultado na Cripta Imperial do Monumento do Ipiranga, no Brasil e o seu coração na capela-mor da Igreja de Nossa Senhora da Lapa, no Porto.

Panteão dos Patriarcas de Lisboa

A pedido do Rei D. João V, foi criado o Patriarcado de Lisboa pelo Papa Clemente XI.

A maioria dos Cardeais-Patriarca de Lisboa estão aqui sepultados, ao lado do Panteão dos Braganças.

Pinturas e Azulejaria

Na entrada principal para o Convento, podemos apreciar os mármores e azulejaria usados na decoração.

A pintura do teto da Portaria, do artista florentino Vincenzo Baccarelli, é uma das poucas que sobreviveram ao terramoto de 1755.

Na azulejaria, destacamos a imagem de D. Sebastião a que se lhe segue D. João IV e os restantes monarcas da dinastia de Bragança. A dinastia e época filipina foi, estrategicamente esquecida.

Localização do Mosteiro de São Vicente de Fora

Na confluência dos bairros da Graça e Alfama, tendo por perto a zona da Mouraria que foi onde se instalou grande parte da Moirama, após a tomada do Castelo de São Jorge.

Vista Geral Mosteiro; Fonte-SIPA
Vista Geral do Mosteiro; Fonte-SIPA

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