Ilha do Faial nos Açores, 7 Perspetivas no Olhar

Ilha do Faial Ilha do Pico e Marina da Horta

Da janela do quarto, da Marina da Horta ou do afamado Peter Café Sport, na Ilha do Faial, vê-se o mar logo ali, mas não é um mar largo como se suporia por estarmos no meio do Atlântico. Eleva-se à nossa frente, um monte, o Pico, que dá nome à sua Ilha e imponente nos seus 2.351 metros de altitude. Do Vulcão dos Capelinhos à Caldeira vulcânica, depois do banho em Porto Pim degustámos as especialidades do restaurante Genuino Madruga.

Da Ilha do Faial avista-se o Pico. A Marina da Horta em frente.
Da Ilha do Faial avista-se o Pico

As cores na Ilha do Faial, a Ilha Azul

Em 1432, Gonçalo Velho Cabral terá “achado” o Grupo Central dos Açores e a Ilha do Faial, abundante em árvores de grande porte, a faia-das-ilhas, das quais se poderia extrair boa madeira. Foi por isso batizada pelos descobridores, de Faial.

Ilha do Faial e as Hortências Azuis. Perto da Marina da Horta.
Ilha do Faial e as Hortências Azuis

Mais tarde, Raul Brandão batizou-a de Ilha Azul, pela quantidade de hortências azuis que a povoam e por toda a parte desfilam sob o nosso olhar.

Origem Vulcânica da Ilha

Faial e Pico têm a mesma origem tectónica.

A Caldeira vulcânica, formada há 500.000 anos, viu a sua última erupção já lá vão 1.200 anos, mantendo-se aí preservadas muitas espécies do arquipelago.

O Vulcão dos Capelinhos entrou em erupção já no Século XX.

Paisagem Vulcânica Capelinhos, Ilha do Faial.
Paisagem Vulcânica dos Capelinhos

Separadas cerca de 8km, por um braço de mar, as Ilhas do Faial e do Pico, tem normalmente “mau tempo no canal”, nas palavras de Vitorino Nemésio.

A Descoberta da Marina da Horta na Ilha do Faial

Na Marina da Horta há recordações de marinheiros e velejadores de todo o Mundo. Viajando solitários ou em família, é tradição deixarem uma mensagem inscrita nas paredes e muros do ancoradouro.

Ilha do Faial e a Ilha do Pico do outro lado do canal. Os Capelinhos.
Ilha do Faial e a Ilha do Pico do outro lado do canal

Com esses desenhos e palavras, fruto do engenho e arte das gentes do mar, com a brisa marinha e um mar de mastros e bandeiras à nossa volta, deixamo-nos ir pelo sentimento muito atlântico e conviver com a insularidade dos Açoreanos.

Da Marina da Horta para o Peter Café Sport, as Mensagens.
Da Marina da Horta para o Peter Café Sport, as Mensagens.

Peter Café Sport

Perto da Marina da Horta, é local onde inúmeras tripulações de veleiros de todo o mundo paravam, para se reabaster e descansar.

Peter Café Sport em frente à Marina da Horta
Peter Café Sport em frente à Marina da Horta

O Peter Café Sport era uma referência para todos esses velejadores, pois era aqui que, após meses no mar, se deliciavam com a primeira refeição quente acompanhada do Gin Tónico.

Além de bar e restaurante era também o posto de informações para os marinheiros, local onde podiam cambiar as sua moedas. Até de posto de correio servia, para poderem enviar cartas para as suas famílias distantes.

O dono atual, José Henrique Azevedo, começou aos 6 anos a ajudar o avô, que criou o “Bazar do Faial”, em 1859.

Peter Café Sport Interior
Peter Café Sport Interior

Muitas vezes era ele que ajudava nas traduções e que falava com os marinheiros.

Um dia, passou pelo bar um oficial de um navio da Royal Navy que gostou da forma como o então miudo tentava ajudar quem ali passava.

O Oficial Inglês achou o José parecido com o seu filho Peter e pediu se poderia chamá-lo por esse nome.

E assim nasceu o nome do Peter Café Sport. O Oficial dava sempre como referência aos marinheiros com quem se cruzava que, se precisassem de ajuda, a pedissem ao Peter, do bar junto à Marina da Horta.

A tradição de beber um Gin tónico no Peter Café Sport não é de se perder. Sentado na esplanada, saboreando o seu Gin, com os sons e os tons do mar como companhia e a avistar o Pico, mesmo em frente.

O Mar no Porto Pim

A Baía de Porto Pim, antiga base da indústria baleeira da Ilha do Faial, é agora uma paradisíaca praia, com mar calmo e cuja mansidão se deve à baía com cerca de 350 metros, que o abraça.

Foi nestas areias que se fixaram os primeiros povoadores, em 1640, gente vinda do norte de Portugal. Mais tarde, vieram flamengos que se instalaram na zona, hoje denominada Vale dos Flamengos.

Praia do Porto Pim, Perto do Restaurante Genuino
Praia do Porto Pim

Praia com areia de origem vulcânica e por isso de cor muito “sui generis”. A rocha vulcânica retem mais o calor solar e a temperatura do mar é normalmente superior à que encontramos noutras paragens.

Local a não perder, para quem gosta de dar um mergulho em águas mornas e mansas, ou para mera contemplação e prazer de comungar com a natureza.

Ilha do Faial e o Restaurante Genuino Madruga

O dono deste Restaurante, Genuino Madruga, foi um antigo pescador entregue à faina marítima ainda em criança.

Contactando com velejadores de todo o mundo que iam aparecendo na Horta, nasceu o sonho de Genuino.

Um dia, poder ir descobrir o Mundo, pelo mar.

Restaurante Genuino Madruga
Restaurante Genuino Madruga

Foi em 2002, com o seu veleiro Hemingway que completou, solitário, uma viagem de circum navegação. Voltaria a esta aventura entre 2007 e 2009.

É, sobretudo, um restaurante onde o melhor peixe é servido, por um conhecedor experiente, o Mestre Genuino. Também os legumes são de produção local e, claro, aqui se previlegiam os vinhos dos Açores, em particular o vinho do Pico. Experimentámos um verdelho, conforme a tradição.

Lapas Grelhadas, Restaurante Genuino
Lapas Grelhadas

Hoje o restaurante está decorado com todas as recordações que Mestre Genuino Madruga foi recolhendo nas várias paragens que fez pelo Mundo.

As mesas têm decoração das regiões por onde passou.

Mesa no Restaurante Genuino Madruga
Mesa no Restaurante Genuino Madruga

No final do repasto a conversa que podemos manter com ele, partilhando na primeira pessoa as suas experiências, é inesquecível.

O Farol e o Vulcão dos Capelinhos

No Faial eleva-se o antigo vulcão dos Capelinhos que, com a lava que veio do interior da Terra, fez aumentar o território nacional em 2,4 km2 e muitos ainda lembrando a destruição que provocou.

O Farol e o Vulcão dos Capelinhos
O Farol e o Vulcão dos Capelinhos

O último vulcão ocorrido no Faial, em 12 de setembro de 1957 e durante pouco mais de um ano, deixou grande parte da ilha destruída.

As erupções do Vulcão dos Capelinhos começaram no mar e o primeiro alerta foi dado pelos pescadores.

As casas e os campos ficaram soterrados pela lava e cinza vulcânica. O Farol dos Capelinhos ficou, também, na sua grande parte soterrado e tudo à volta é cinza, num ambiente de aparência quase lunar.

O local tornou-se um marco na vulcanologia mundial, porque foi devidamente observado, acompanhado e estudado desde o seu início até ao fim da erupção, em 24 de outubro de 1958.

O Adeus ao Pico aos Capelinhos e ao Faial
O Adeus ao Pico e ao Faial

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