Maurits Cornelis (MC) ESCHER (1898-1972).
“Considero a minha obra, simultaneamente, como muito bonita e muito feia.”
M.C. Escher
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Quem é MC Escher
Escher nasceu em 17 de Junho de 1898, em Leeuwarden, na Holanda.
Em 1919, frequentou a Faculdade de Arquitectura e Artes Decorativas de Haarlem mas nunca obteve bons resultados tendo mudado para artes decorativas, onde adquiriu uma boa base em desenho.
Ainda em 1922 mudou-se para Itália, primeiro Siena e depois Roma, onde desenvolveu o gosto por intrincados desenhos decorativos baseados em simetrias geométricas.
Em 1935, por motivos políticos (Itália era então governada por Mussolini), a família deixou a Itália e mudou-se para Château-d’Oex na Suíça, onde permaneceu dois anos.

Escher detestou a ’branca miséria de neve’ que encontrou na Suíça e, em 1937, a família mudou-se para Ukkel, na Bélgica, perto de Bruxelas.
Em Janeiro de 1941, já durante a Segunda Grande Guerra Mundial, decidiu viver num lugar onde se sentisse mais seguro e mais tranquilo para continuar a desenvolver os seus trabalhos, mudou-se para Baarn, na Holanda, período em que concretizou a sua obra mais rica.

Escher, que desde muito novo sofria de graves problemas de saúde, refugiou-se, em 1970, na Casa-de-rosa-Spier, em Laren, na Holanda, uma casa onde os artistas idosos podiam ter os seus próprios estúdios e beneficiar de cuidados de saúde.
Faleceu aqui em 27 de Março de 1972.
As obras de Escher, uma simbiose entre a arte e a matemática
Apesar de, segundo as suas próprias palavras, Escher se sentir infeliz muitas noites por se considerar incapaz de concretizar as suas visões, nunca deixou de se maravilhar face à infinita capacidade que a vida tem de criar beleza.
O poder atractivo dos trabalhos de Escher não tem parado de aumentar desde a sua morte, tal como a popularidade dos seus livros e os milhares de reproduções que são vendidas anualmente.
Qualquer ideia que lhe ocorria tinha de ser exaustivamente explorada, por vezes ao longo de vários meses.
Escher deliciou-se e delicia-nos com o facto de representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel, criando assim figuras impossíveis, representações distorcidas e paradoxais. A magia de Escher.
Posteriormente foi considerado um grande matemático geométrico devido à sua capacidade de nos mostrar a matemática na arte e na vida.
Escher utilizou quatro tipos de transformações geométricas: translações, rotações, reflexões e reflexões deslizantes, sempre com resultados surpreendentes.
Além de produzir xilogravuras e litografias, também ilustrou livros e desenhou tapeçarias, selos, postais e murais.
A Magia
As obras de Escher tendem a representar construções e formas impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e metamorfoses, recorrendo muitas vezes a padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. A magia de Escher.
Uma característica relevante dos trabalhos de Escher é o facto de nunca se ter repetido; uma ou outra vez poderemos encontrar diversas gravuras com o mesmo tema, mas na realidade trata-se sempre de um aperfeiçoamento ou de uma variação com que ele pretendia transmitir mais clara e sucintamente uma determinada ideia.

Para que nos possamos deliciar com a magia de Escher e a sua maravilhosa arte, está actualmente ao nosso dispor uma exposição com mais de 200 trabalhos de Escher, que nos surpreenderão pelas suas representações e construções impossíveis, através da exploração do infinito, com recurso a padrões e figuras geométricas e à ilusão de óptica.
A exposição de Maurits Cornelis, que está patente no Museu de Arte Popular, em Lisboa, até 16 de Setembro de 2018, apresenta, além de litografias, também equipamentos didácticos, experiências científicas e algumas surpresas. A magia de Escher!
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