Parque eólico WindFloat Atlantic Energia eólica

Parque Eólico Flutuante em Portugal

O Windfloat Atlantic é o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do Mundo situado em Portugal, a 18 km da costa de Viana do Castelo. É um marco pioneiro no campo da energia eólica offshore.

Tempo de leitura: 5 minutes

O projeto inovador

O projeto começou em 2011 e foi inaugurado em 2020, representando um avanço significativo na utilização de tecnologias renováveis e sustentáveis.

Com uma capacidade instalada de 25 MW, é capaz de fornecer eletricidade a cerca de 60.000 utilizadores por ano e evitar a emissão de aproximadamente 1,1 milhões de toneladas de CO2 por ano, reduzindo a pegada de carbono.

Fig. 1 Parque eólico flutuante na Costa oeste de Portugal
Fig. 1 Parque eólico flutuante na costa oeste de Portugal

Entre as vantagens do Windfloat Atlantic destacam-se a capacidade de poder ser instalado em águas profundas, onde os recursos eólicos são mais abundantes.

Esta característica permite explorar locais que anteriormente não eram acessíveis para a instalação de turbinas eólicas com fundações fixas.

Além disso, sendo uma plataforma flutuante, oferece flexibilidade na localização e potencial para reduzir custos e impactos ambientais durante a instalação e manutenção.

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No entanto, existem desafios associados a esta tecnologia inovadora.

As plataformas flutuantes devem ser robustas para suportarem condições climáticas muito adversas, como tempestades e ondas gigantes, fazendo aumentar os custos de construção e manutenção.

Apesar desses desafios, o Windfloat Atlantic já demonstrou a sua resiliência e capacidade de produção, tendo sobrevivido a tempestades severas enquanto mantinha a operação e produção de energia.

Tal como é referido no site do projeto WindFloat Atlantic, este primeiro parque eólico flutuante que foi “conectado à rede no final de 2019 e comissionada em 2020, está agora a concluir o seu terceiro ano completo de operação, encerrando o ano de 2023 com uma produção elétrica de 80 GWh!”.

Além da produção elétrica conseguida, este parque eólico ”encerrou também o ano de 2023 quebrando mais recordes, como com a tempestade Ciaran que apresentou desafios sem precedentes, com ondas atingindo uma altura máxima impressionante de 20 metros e rajadas de vento de até 139 quilômetros por hora”!

Este projeto WindFloat Atlantic não só contribui para a transição energética de Portugal para fontes mais limpas e renováveis, mas também serve como um modelo para futuros desenvolvimentos na indústria eólica offshore flutuante globalmente.

O Windfloat Atlantic é um exemplo conseguido de como a inovação e a sustentabilidade podem andar de mãos dadas no avanço das energias renováveis. Embora com uma escala monumental mostra-nos a harmonia com que estas estruturas coexistem com o ambiente marinho.

Fig. 2 Dimensão comparativa do Parque Eólico
Fig. 2 Dimensão comparativa do Parque Eólico

Conforme refere o site “O WindFloat Atlantic está a exceder as expectativas de produção estabelecidas para este projeto e, considerando que estará em operação nos próximos 25 anos, o impacto positivo do WindFloat Atlantic nunca deixará de aumentar”.

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Desafios do WindFloat Atlantic

Os desafios técnicos que se deparam neste projeto do Windfloat Atlantic são multifacetados, refletindo a complexidade inerente à inovação no campo da energia eólica offshore flutuante.

Um dos principais desafios é a engenharia e a construção das plataformas flutuantes, que devem ser suficientemente robustas e seguras para suportar as condições marítimas adversas, incluindo grandes ondas e ventos fortes.

Assim, a estabilidade das plataformas é nevrálgica, não apenas para a segurança operacional, mas também para maximizar a eficiência na geração de energia.

Outro desafio técnico significativo é a ancoragem das plataformas. O sistema de ancoragem deve ser projetado para manter as plataformas estáveis em profundidades de água que podem exceder 100 metros, o que é consideravelmente mais profundo do que as instalações eólicas offshore tradicionais. Isso requer inovações em termos quer de materiais quer de concepção, bem como métodos de instalação que minimizem o impacto ambiental.

A integração da energia gerada pelo Windfloat Atlantic na rede elétrica existente também apresenta desafios técnicos. A energia produzida pelas turbinas eólicas flutuantes precisa de ser convertida e transmitida de forma eficiente para a rede terrestre, o que pode exigir tecnologia de conversão de energia e sistemas de transmissão especializados.

Além disso, a intermitência da energia eólica requer soluções de armazenamento de energia ou sistemas de gestão de rede que possam lidar com as flutuações na produção de energia.

Fig. 3 Parque eólico flutuante offshore
Fig. 3 Parque eólico flutuante offshore

A manutenção das turbinas eólicas e das plataformas flutuantes é outro aspeto técnico desafiador. As operações de manutenção em alto mar são complexas e caras e o acesso às turbinas para reparação ou substituição de peças pode ser dificultado pelo clima e pela localização remota. Portanto, é essencial que os componentes sejam confiáveis e que as estratégias de manutenção sejam otimizadas para reduzir a necessidade de intervenções frequentes.

A energia do parque eólico contribuindo para o ambiente

Por fim, o desenvolvimento de projetos como o Windfloat Atlantic deve levar em consideração o impacto ambiental e social. Este constrangimento inclui avaliar e mitigar os efeitos sobre a vida marinha e as atividades pesqueiras locais, garantindo que o projeto coexista harmoniosamente com o ecossistema marinho e as comunidades costeiras.

A pesquisa e a monitorização contínuas são fundamentais para entender e minimizar esses impactos.

Entretanto, algumas novas tecnologias estão a ser utilizadas, como uma equipa de robôs subaquáticos que inspeciona a base das turbinas do parque eólico à procura de sinais de danos enquanto drones verificam o estado das pás a partir do ar, como referido no JN de 29/1/2023.

Apesar desses desafios, o Windfloat Atlantic representa um avanço significativo na energia renovável e demonstra o potencial da energia eólica offshore flutuante contributo para um futuro energético mais sustentável.

Num país oceânico com uma enorme zona económica exclusiva é estratégico aproveitar todos os recursos que o mar nos dá, não só na energia eólica, mas também na energia das ondas e das marés.

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